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11/01/2014 18:36

Como funciona o alcoolismo

Quando você bebe, cerca de 20% do álcool é absorvido pelo seu estômago; os outros 80% são absorvidos pelo seu intestino delgado. A velocidade com que o álcool é absorvido depende da concentração de álcool na bebida. A vodca, por exemplo, será absorvida mais depressa do que a cerveja, porque nela a concentração é maior. Depois de uma farta refeição, o álcool é absorvido mais lentamente.

 

Como o álcool é absorvido no corpo

Após o álcool ter sido absorvido, ele entra em sua corrente sanguínea e percorre seu corpo. Enquanto o álcool age, o corpo vai simultaneamente trabalhando para removê-lo. Os rins e os pulmões removem cerca de 10% através da urina e da respiração - é por isso que o teste do bafômetro pode ser utilizado para medir o nível de álcool no sangue. O fígado transforma o resto do álcool em ácido acético.

 

Após alguns drinques, os efeitos físicos do álcool tornam-se aparentes. Eles estão relacionados à concentração de álcool no sangue, que aumenta quando o corpo recebe mais álcool do que pode eliminar. Para aprender sobre efeitos específicos de vários níveis de concentração de álcool no sangue, veja como funciona o álcool: os efeitos do álcool.

 

O álcool e a morte

O álcool é um veneno e pode matar. Uma pessoa com uma concentração entre 0,35% e 0,50% de álcool no sangue pode entrar em coma, e uma concentração acima de 0,50% pode matar. Muitas pessoas já morreram após consumirem muito álcool de uma só vez ou grandes quantidades durante um longo período de tempo.

 

O álcool no cérebro

 

A maioria de nós já presenciou os efeitos visíveis do excesso de álcool: o andar trôpego, a fala enrolada e os lapsos de memória. As pessoas quando bebem têm problemas com o equilíbrio, coordenação e juízo, além de reagirem mais lentamente a estímulos, o que explica por que é tão perigoso beber antes de dirigir. Todos esses sinais físicos ocorrem devido à forma como o álcool afeta o cérebro e o sistema nervoso central.

 

O álcool afeta a química do cérebro, alterando níveis de neurotransmissores. Neurotransmissores são mensageiros químicos que transmitem os sinais através do corpo, controlando os processos de pensamento, comportamento e emoções. Os neurotransmissores são excitatórios, o que significa que estimulam a atividade elétrica do cérebro, ou inibitórios, quando a reduzem. O álcool aumenta os efeitos do neurotransmissor inibitório GABA (ácido gama-aminobutírico) no cérebro. O GABA causa os movimentos lentos e a fala enrolada que freqüentemente se observam nos alcoólatras. Ao mesmo tempo, o álcool inibe o neurotransmissor excitatório glutamato, suprimindo os efeitos estimulantes e levando a um tipo de retardamento fisiológico. Além de aumentar o GABA e reduzir o glutamato no cérebro, o álcool aumenta a quantidade de dopamina no sistema nervoso central, que cria as sensações de prazer.

 

O álcool afeta a química do cérebro, alterando níveis de neurotransmissores. Neurotransmissores são mensageiros químicos que transmitem os sinais através do corpo, controlando os processos de pensamento, comportamento e emoções. Os neurotransmissores são excitatórios, o que significa que estimulam a atividade elétrica do cérebro, ou inibitórios, quando a reduzem. O álcool aumenta os efeitos do neurotransmissor inibitório GABA (ácido gama-aminobutírico) no cérebro. O GABA causa os movimentos lentos e a fala enrolada que freqüentemente se observam nos alcoólatras. Ao mesmo tempo, o álcool inibe o neurotransmissor excitatório glutamato, suprimindo os efeitos estimulantes e levando a um tipo de retardamento fisiológico. Além de aumentar o GABA e reduzir o glutamato no cérebro, o álcool aumenta a quantidade de dopamina no sistema nervoso central, que cria as sensações de prazer.

 

O álcool e o cérebro: a longo prazo

Beber muito frequentemente pode causar danos permanentes, como redução no tamanho do cérebro e deficiência nas fibras que transportam informações entre as células cerebrais. Muitos alcoólatras desenvolvem uma doença chamada Síndrome de Wernicke-Korsakoff (site em inglês), que é causada por uma deficiência de tiamina (uma vitamina do complexo B). Essa deficiência ocorre porque o álcool interfere na forma como o corpo absorve as vitaminas B. Pessoas com Síndrome de Wernicke-Korsakof apresentam confusão mental e falta de coordenação e ainda podem ter problemas de memória e aprendizado.

O corpo responde ao contínuo consumo de álcool tornando-se dependente dele. Essa dependência, a longo prazo, causa alterações nas reações químicas do cérebro. Ele se acomoda à presença regular de álcool, alterando a produção de neurotransmissores. Quando o indivíduo pára ou reduz drasticamente a bebida, cerca de 24 a 72 horas depois, o cérebro começa a sentir os efeitos da abstinência ao tentar reajustar sua química. Os sintomas de abstinência incluem desorientação, alucinações, delírios, náuseas, suores e convulsões.

 

O álcool e o resto do corpo

Beber grandes quantidades de álcool pode danificar seriamente sua saúde: seu fígado, rins, coração, cérebro e sistema nervoso central.

Já falamos sobre os danos ao cérebro a longo prazo. No entanto, se usado por longos períodos de tempo, o álcool pode também causar sérios danos em outras partes do corpo.

 

Áreas do corpo afetadas pelo alcoolismo

Fígado: o fígado é particularmente vulnerável aos efeitos do álcool porque é o órgão onde ele e outras toxinas são metabolizadas, sendo transformadas em substâncias menos perigosas para serem removidas do corpo. Beber durante um longo período de tempo pode levar à hepatite alcoólica ou inflamação no fígado. Os sintomas dessa doença incluem náuseas, vômitos, febre, perda de apetite, dor abdominal e icterícia (amarelamento da pele). Mais de 70% das pessoas com hepatite alcoólica desenvolvem cirrose. Com essa doença, o tecido saudável do fígado dá lugar a um tecido cicatricial e o fígado vai parando de funcionar progressivamente.

Coração: o álcool reduz a pressão arterial em baixas doses; entretanto, beber prolongadamente aumenta os riscos de doenças cardíacas, pressão alta e convulsões e infarto.

Estômago: o álcool irrita as mucosas do estômago e intestinos, causando vômitos, náuseas e úlceras.

Pâncreas: o pâncreas libera os hormônios insulina e glucagon, que regulam a forma como a comida é transformada e utilizada como energia pelo corpo. Beber durante muito tempo pode levar à inflamação no pâncreas (pancreatite).

Câncer: pesquisas indicam que beber durante muito tempo aumenta os riscos de câncer na boca, garganta, laringe e esôfago.

Os efeitos do álcool são ainda mais marcantes em pessoas com mais de 65 anos, porque seus corpos não metabolizam o álcool tão bem. As mulheres também têm mais dificuldade de metabolizar o álcool do que os homens, porque são geralmente menores e mais leves. O álcool pode ainda ser mortal quando combinado com certas medicações como analgésicos, tranqüilizantes e anti-histamínicos.

 

Síndrome alcoólica fetal

O álcool é especialmente perigoso para os fetos. A exposição ao álcool no útero pode levar à síndrome alcoólica fetal, que pode gerar retardamento mental. Nos fetos em desenvolvimento, as células embrionárias que irão formar o cérebro estão se multiplicando e formando conexões.

A exposição ao álcool no útero pode danificar essas células, prejudicando o desenvolvimento de diversas estruturas no cérebro, incluindo os núcleos da base, responsáveis pela memória espacial e outras funções cognitivas; o cerebelo, envolvido no equilíbrio e coordenação e a massa de fibras nervosas que conecta e capacita a comunicação entre os dois hemisférios do cérebro. A exposição intra-uterina ao álcool pode fazer com que, posteriormente, os bebês tenham problemas de aprendizado, de memória e falta de atenção. Muitos também nascem com a cabeça menor que o normal e anormalidades faciais. Como os pesquisadores não sabem exatamente que quantidade de álcool ingerida pela mãe pode causar danos ao feto, os médicos recomendam que mulheres grávidas se abstenham do álcool durante a gestação.

 

Tratamento para o alcoolismo

Nos Estados Unidos, aproximadamente 2 milhões de pessoas por ano procuram ajuda para tratar o alcoolismo. Veja logo abaixo o que esse tratamento geralmente inclui.

Desintoxicação - isso implica abstinência de álcool para eliminá-lo completamente do organismo. Leva cerca de quatro a sete dias. Pessoas que passam pela desintoxicação normalmente tomam medicações para prevenir delírios e outros sintomas da abstinência;

Medicamentos - alguns remédios são administrados para prevenir recaídas. Alguns reduzem o desejo de beber, bloqueando as regiões do cérebro que sentem prazer quando o álcool é consumido; outros causam uma reação física grave ao álcool, que inclui náusea, vômitos e dores de cabeça. Em 2004, a U.S Food and Drug Administration (FDA) aprovou um outro tipo de remédio, que suspende o desejo de beber atuando nos neurotransmissores do cérebro que são afetados pelo álcool.

Aconselhamento: sessões de aconselhamento e terapia individual ou em grupo podem auxiliar na recuperação do alcoólatra, identificando situações nas quais as pessoas podem ser tentadas a beber e encontrando meios de contornar esse desejo. Um dos mais reconhecidos programas de recuperação alcoólica é o Alcoólicos Anônimos (AA). Nesse programa de 12 passos, os alcoólatras em recuperação encontram-se regularmente para auxiliar uns aos outros durante o processo de recuperação.

A eficácia desse programa varia, dependendo da gravidade do problema, dos fatores sociais e psicológicos envolvidos e do comprometimento individual no processo. Um estudo realizado em 2001 demonstrou que 80% das pessoas que passaram por um programa de 12 passos como o do AA, mantiveram-se abstêmios nos seis meses seguintes, contra cerca de 40% das que não passaram por nenhum programa. Estudos também demonstram que combinar medicações com terapia funciona melhor do que qualquer um dos tratamentos de forma isolada. A medicação controla os desequilíbrios químicos que causam o vício de álcool, enquanto a terapia ajuda as pessoas a lutar contra a abstinência.

Infelizmente, não há cura para o alcoolismo. Alcoólatras em recuperação devem trabalhar continuamente para prevenir uma recaída. No entanto, uma pesquisa de 2001/2002 realizada pelo National Institutes of Health descobriu que aproximadamente 35% dos alcoólatras adultos foram capazes de se recuperar completamente de seu vício.

 

Custos

Estima-se que o alcoolismo custe para os cofres dos Estados Unidos US$ 185 bilhões por ano em despesas médicas, crimes, perda de produtividade e acidentes, segundo dados do National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (Instituto Nacional de Combate ao Alcoolismo).

Fonte: How Stuff Works – Como Tudo Funciona

http://saude.hsw.uol.com.br/alcoolismo1.htm

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